TRABALHO
VENCEDOR
2016
 
 
Albano Luis Bueno
Curitiba - PR
albanoluisbueno@ibest.com.br
 
 
     
Antes do tratamento   Resultado
   
 
   
 
DESCRIÇÃO DO TRATAMENTO IMAGENS
Para que se tenha uma reabilitação protética adequada, é, muitas vezes, necessário que se restabeleça ou se aumente a dimensão vertical do paciente afetado. Caso contrário, o profissional poderá ter insucesso no tratamento realizado por falta de adaptação por parte do paciente. O tratamento adequado deve levar em conta as questões funcionais, es-téticas, psicológicas, emocionais e financeiras do paciente em questão, bem como obter um resultado que traga conforto para este (*1).

O tratamento restaurador estético bem sucedido deve contar com uma extensa abordagem multidisciplinar, organizada e coordenada para estabelecer o correto diagnóstico e um plano de tratamento adequado para cada caso (*2).
Neste caso um dos maiores desafios era a falta de espaço interoclusal para o material restaurador a altura reduzida das coroas clínicas. Faz-se então necessário o restabelecimento da DVO para o restabelecimento de padrões oclusais mais estáveis, alêm do restabelecimento da estética, comprometida pelos desgastes e perdas dentais e escure-cimento coronal (*6).

A estética e a função foi devolvida com um planejamento adequado dos procedimentos de reabilitação irreversível em dentisteria e próteses, utilizando dispositivos reprogramadores e miorrelaxantes para o tratamento e controle da disfunção. Previamente à reabilitação oral nos casos de disfunção temporomandibular associada a bruxismo, deve-se avaliar e restabelecer uma DVO saudável a esse paciente, com função estabelecida e conforto na oclusão (*3). Mukai et al. (*8) confirma que o restabelecimento da relação maxilomandibular é condição necessária para que uma adequada reabilitação oral seja executada, devolvendo, assim, a estética e a função perdida.

Nos casos de alteração da dimensão vertical (DV) onde ocorreu um desgaste acentuado dos elementos dentais, é indispensável o restabelecimento da nova condição de normalidade oclusal de DV, através da utilização de próteses provisórias ou de um dispositivo interoclusal, até o paciente relatar conforto (*4) (*9).

Alguns estudos mostram resultados positivos quando a DVO é aumentada entre 4 até 4,7 mm, na diminuição e desaparecimento de sintomas. A avaliação da DVO deverá acontecer depois de 40 dias ou mais após a instalação de provisórios, avaliando-se após o uso, o conforto e função estabelecida pela nova DVO, além de contribuir para a melhora na expressão facial, como o selamento labial, altura da face, levando em conta que, para pacientes com parafunção severa, deverá ser feito o diagnóstico da causa do problema, que deve ser controlado antes da execução do tratamento propriamente dito (*4) (*7) (*17). Independentemente do material utilizado para reabilitar o paciente, a utilização de próte-ses provisórias, as quais estabelecem uma nova condição oclusal, é fundamental para guiar o tratamento reabilitador (*5), facilitando a transferência para o laboratório das informações obtidas por meio do uso de provisórios (*5) .

O tratamento reabilitador pode ser realizado com diferentes técnicas (das tradicionais até as mais atuais, como o CAD-CAM) e diferentes materiais. O fundamental para a longevidade é estabilização da DVO, equilíbrio oclusal e o restabelecimento funcional e estético do paciente, independentemente da técnica e do material selecionado, o respeito e a execução de um criterioso planejamento inicial são os principais elementos para o êxito do tratamento (*9).

No referido caso após a fase de reestabelecimento funcional e estético do paciente, foi realizada a transferéncia oclusal e dos preparos para confecção das coroas monolíticas em Dissilicato de Lítio no elementos posteriores e coroas com infraestruturas em dissilicato de lítio e estratificação cerâmica nos elementos anteriores.

Restaurações bem planejadas, associadas a um controle permanente da estabilidade orto-pédica e a conscientização do problema pelo paciente, garantem o sucesso do tratamento.

REFERÊNCIAS:

(*1) Amorim, C. et al.. Effetiveness of two physical therapy interventions, relative to dental treatment in individuals with bruxism: study protocol of a randomized clinical trial. Trials, (2014)15(8), pp.2-8.

(*2) Bataglion C, Hotta, TH, Matsumoto, W, Ruellas, CVO.. Reestablishment of occlusion through overlay removable partial dentures: a case report.. Braz Dent J.. 2012; 23(2): 172-4.

(*3) Dantas EM.. A importância do restabelecimento da dimensão vertical de oclusão na reabilitação protética.. Odonto 2012; 20(40): 41-48.

(*4) Feltrin PP.. Dimensões verticais, uma abordagem clínica: revisão de literatura.. Rev Odontol Univ São Paulo.. 2008; 20 (3): 274-9.

(*5) Infante L, Yilmaz B, McGlumphy E, Finger I. Fabricating complete dentures with CAD/CAM technology. J Prosthet Dent. 2014;111(5):351-5.

(*6) Mehra M, Vahidi F.. Complete mouth implant rehabilitation with a zirconia ceramic system: A clinical report.. J Prosthet Dent.. 2014doi: 10..1016/ j..prosdent..2013.12.016.

(*7) Moshaverinia A, Kar K, Aalam AA, Takanashi K, Kim JW, Chee WW.. A multidisciplinary approach for the rehabilitation of a patient with an excessively worn dentition: A clinical report.. J Prosthet Dent.. 2014 doi: 10..1016/j..prosdent. 2013.11.006.

(*8) Mukai MK, Sanae C, Yamaguchi CA, Mori Matsuyoshi Gil C. Utilização de overlay removível como meio de determinação da dimensão vertical de oclusão na reabilitacão oral.. Rev Assoc Paul Cir Dent 2009; 63(5):384-8.

(*9) Romão Júnior W, Battaglini CAO.. Reabilitação estética: novas tendências.. São Paulo: Ed Napoleão.. 2012.
 
  Características de formato dental mantidas após a reabilitação final.
 
 
  Harmonia dental conseguida devolvendo ao paciente curvas de Seep e Wilson perdidas.
 
  Sorriso inicial.
 
  Antes do tratamento.
  Aparência inicial do paciente.
 
  Sorriso envelhecido e com perda de dimensão Vertical de oclusão.
 
  Dimensão vertical de oclusão inicial.
 
  Dimensão vertical de oclusão reestabelecida.
 
 
 
 
 
  Transferência da
DVO estabelecida
com os
provisórios.
Espaço ganho
para
restabelecimento
da oclusão.
  Cerâmicas confeccionadas pelo TPD Alexandre Santos - Dissilicato de Lítio.
 
 
  Características  de formato dental mantidas após a reabilitação final.
 
 
  Sorriso lareral direita e esquerda.
 
  Sorriso final.
 
  Após o tratamento.
 
 
 
   
 
CURRÍCULO
Doutor em Dentística Restauradora / PUC–Pr.
Mestre em Dentística Restauradora / UNG–SP.
Especialista em Dentistica Restauradora / UFSC.

MEMBRO DAS ASSOCIAÇÕES:
Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral – SBRO.
Sociedade Brasileira de Odontologia Estética – SBOE.
International Federation of Esthetics Dentistry – IFED.

ATIVIDADE DOCENTE:
Prof. Coordenador da Especialização Integrada em Prótese e Dentística – UTP.
Prof. Adjunto da Universidade Tuiuti do Paraná em Dentística Restauradora, Prótese Dental e Clínica Integrada.
Prof. da ABO-SJP em Dentística e Prótese Cosmética e Estética.
Prof. da ADOCE -SP em Cosmética na Odontologia.
Ministrante de cursos na área de Odontologia Estética.