OBJETIVO
Ao planejarmos a reabilitação oral de um indivíduo devemos buscar na face deste paciente, referências estéticas para que possamos reconstruir ou criar um novo sorriso em harmonia com o rosto do paciente.
É ideal desconsiderar a proporção áurea, pois ela é encontrada na dentição natural de apenas 17% dos indivíduos.
A maioria das medidas pode ser obtida diretamente na face do paciente e ou em modelos de gesso, mas outras só podem ser obtidas por fotografias. São elas: Quantidade de gengiva exposta durante o sorriso (porque o sorriso é um processo dinâmico impossível de ser medido direto na face) e a Análise do perfil do paciente (medindo-se as distâncias da face até a linha vertical verdadeira). A análise das medidas do rosto e dos dentes do paciente pode orientar o dentista na escolha do tratamento da dentição espaçada.
Fechamento, redistribuição ou abertura ortodôntica: No caso em questão após análise facial e dental, concluiu-se que o ideal seria manter os diastemas e reabilitar o paciente com resinas compostas em nenhum desgaste dental.
A queixa principal deste paciente de 44 anos de idade era a presença de diastemas. Notei que além dos diastemas que eram um problema óbvio, havia ainda a falta de dominância do central sobre o lateral por incisal e os longos eixos dos incisivos centrais superiores estavam inclinados para distal. Para correção desta inclinação dos dentes para distal, não só foram feitas facetas de resina composta na correta inclinação, mas também foram criados vários elementos de anatomia secundária que ajudaram a direcionar visualmente a inclinação das coroas dos centrais para mesial. Dois elementos foram adicionados ao colo para nivelar os incisivos centrais com o plano horizontal. Depois de aplicada a anatomia terciária em todas as facetas de resina, o polimento foi feito de maneira inclinada, ressaltando um maior brilho para as cristas inter-proximais para que conduzissem luz no sentido mesial e o mesmo foi feito para uma faixa no terço médio das facetas.